Mais vez o serviço de streamming mais amado do mundo cumpre sua missão com muito sucesso. Em uma busca sem destino pelo catálogo que o netflix oferece, encontrei esta serie que venho recomendar hoje.

Labirynth tem tudo o que uma seriadora e cinéfila pode querer.  É baseada no livro homônimo de Kate Mosse, que conta a história de duas mulheres diferentes, de culturas diferentes, tempos diferentes, mas que possuem uma ligação em comum. A história atravessa as cruzadas do papa Inocêncio III no século XIII e a perseguição da igreja católica para com os hereges, e por fim, chega ao século XXI em 2005, com uma descoberta arqueologica que pode alterar o futuro da humanidade e o destino de uma das protagonistas.

Jessica Brown Findlay é Alaïs, filha do superintendente de um pequeno reino, Carcassone, cujas origens são árabes e remetem ao judaísmo. Ela vive em 1209 e recebe a missão de proteger três livros sagrados de pessoas que o querem para outros fins. Em contra partida, a segunda protagonista é Vanessa Kirby, no papel de Alice Tanner, uma americana que descobre ter alguma ligação com Alaïs e os livros. A atuação das duas surge como um dueto muito bem ensaiado, onde cada uma se completa. E o restante do elenco também tem nomes conhecidos como Tom Felton, Sebastian Stan (Capitão América - Soldado Invernal, John Hurt e Katie McGrath (Dracula).

Embora eu tenha una predileção maior por series e épicos, Labirynth consegue ir a um patamar acima. A mistura entre fatos reais, tais como perseguições aos hereges e as cruzadas, com mitos como o que realmente é o Santo Graal, e a adição de um universo inteiramente ficcional, conseguem envolver o espectador e dar profundidade a trama. E fica a dica: não é nada previsível.

Ando me surpreendendo muito com tudo o que venho escrevendo para a especialização em jornalismo estou fazendo. O último desafio da matéria de Produção Textual foi escrever uma Grande Reportagem e a realização de um perfil. Para postar estes textos aqui, resolvi dividi-los em partes e fazer esta pequena introdução. A primeira parte é uma reportagem de ação, escrita em primeira pessoa.

Meu alvo foi a banda O Livro dos Dias. Espero que, com este texto, eu consiga passar um pouco do que são as apresentações da banda. Obrigada ao Leandro, que aturou a maior parte das minhas perguntas incessantes e, quase sempre, se dava conta de que eu realmente estava entrevistando-o. Acho que a veia jornalistica eu já achei.

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Urbana Legião
Uma noite de muito rock nacional para a geração Coca-Cola

A banda toca. O guitarrista se inclina sobre seu instrumento e a pequena paleta, entre o polegar e o indicador, dança por entre as cordas da guitarra. Produz som. Produz melodia. Produz um solo incrível.
É sob uma decoração modesta de discos de vinil, que a voz marcante e potente de Renato Russo ecoa pelo ambiente. O vocalista, cujo timbre de voz é grave e potente — característica de um barítono — se apoia no pedestal do microfone, abaixa e continua cantando de olhos fechados. Mas não é Renato. É Rubens. O clima e as canções animadas agitam o público, que canta e dança, cada um a sua maneira. A atmosfera é agradável, eufórica. Não é dia de casa cheia, embora eu possa dizer que há bem mais do que uma centena de pessoas no bar. Todas as mesas estão cheias e muitos ficam em pé para curtir o show.
O Rubens, vez ou outra, ergue os braços e gira apoiado em um calcanhar e continua cantando, dançando e seguindo o ritmo da música. É quase como se as ondas sonoras emitidas pelos instrumentos em conjunto, dançassem com ele e serpenteassem pelo lugar, contagiando qualquer um que estivesse parado.
Estou perto da lateral do palco, aceno para o violonista e sento à mesa. Começo a observar o público e a forma como agem. O bar Hipertensão localiza-se na cidade de Mauá, região metropolitana de São Paulo. São pouco mais de 20h30 e me surpreendo com a boa recepção da plateia, pois o rock não é o gênero com maior parcela de adeptos na cidade. Um homem de altura mediana, que está em pé ao meu lado, arrisca alguns passos aleatórios e balança a cabeça algumas vezes. Ele grava tudo num celular. À minha frente, avisto um casal e seus dois filhos, o Anthony e a Hannah, 12 e 8 anos, respectivamente. Os dois vestem camisetas de bandas de rock e estão ali para curtir o show. A menina já tinha até tirado foto com o vocalista.
“Quem um dia irá dizer que existe razão/Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer/Que não existe razão?”. Eu comecei, inconscientemente, a cantarolar a música, mas logo me vi cantando-a por inteiro. A plateia cantava em uníssono o refrão de um dos maiores hits da história do rock brasileiro. “Eduardo e Mônica”, lançada no álbum “Dois” em 1986, conta, em forma de música, a história de um casal que é completamente diferente, mas que se apaixona. Assim como essa, outras canções da Legião Urbana fazem parte do setlist escolhido pela banda tributo.
A noite seguiu animada. Após uma enxurrada de canções e interação do vocalista com alguns conhecidos que estavam entre a plateia, houve um breve intervalo. Saí do meu lugar e cumprimentei algumas pessoas, fui surpreendida por outras e conheci o tecladista da banda, Rodrigo Lopes, e conversei com outros membros. Ao andar pelo lugar, constatei que a maior parte do público havia ficado em mesas na calçada e/ou em pé ao lado de carros. Boa parte do pessoal que estava dentro do bar começou a se dispersar, porém os garçons continuavam a todo vapor circulando entre as mesas e servindo clientes. E conforme eu passava por grupos de pessoas, podia ouvir os comentários positivos sobre a atração principal da noite.
Após cerca de vinte minutos, a banda “O Livro dos Dias” voltou a tocar. Com três anos de existência e um público consolidado, eles contam com a presença de um novo baixista, Renan Gomes — o membro mais jovem, mas que já recebe elogios do público. Há ainda uma inusitada colaboração: a baterista Aline Revilo, que domina plenamente o instrumento.
Com singles consagrados, como “Será”, “Tempo Perdido” e “Geração Coca-Cola” a banda segue e o público não desanima. A noite termina com o hit “Que País É Esse?”, lançado no álbum homônimo do ano de 1987. Durante cerca de três minutos, a plateia está em pé. Estou com o braço sobre o ombro de uma amiga e outras pessoas acabam por juntarem-se a nós. Formamos uma corrente que pula e canta em coro potente, a maior canção e crítica social já composta. Entre gritos de alegria e aplausos, a banda finaliza sua noite.
“Nas favelas, no Senado
Sujeira para todo lado.
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação.
Que país é esse?”

(Que País É Esse? – Legião Urbana)

Por Nina Xaubet
Victor Frankenstein, para aqueles que não conhecem, é uma obra escrita pela inglesa Mary Shelley em 1816. O livro é de terror gótico, com inspiração no movimento romântico, considerado o primeiro livro de ficção científica da história. Foi publicado em 1831. A obra é de domínio público e pode ser adquirida em inglês, também, foi considerada por Stephen King como um dos três grandes clássicos do gênero. Os outros dois são Drácula e Dr. Jekyll e Hyde,



          Maria Helena Sobrinha
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          Confesso que vi várias vezes essa série como sugestão do Netflix, pórem nunca cliquei. Até que entra as férias da pós - graduação e começo a sentir saudade de passar horas assistindo séries. Sem pensar cliquei e já digo é viciante.
          Em 3 dias assisti os 22 da primeira temporada,só tem mais 7 (temporadas) para ver. Como sou curiosa fui pesquisar mais sobre a série e ansiosa já sei o que acontece no último capítulo, até entendi o porque de muitas coisas que acontecem na primeira temporada, por isso preste bastante atenção. 
          São 9 temporadas, no canal de streming só tem 8, mas dá para saciar.
          A série gira em torno de 5 amigos, Ted (Josh Radnor), Marshall (Jason Segel), Lily (Alyson Hannigan) - namorada de Marshall- , Barney (Neil Patrick Harris) e Robin (Cobie Smulders). Ted está contando aos seus filhos como era sua vida em 2005, aos 27 anos, isso porque eles estão no futuro, mas precisamente em 2030, isso é o bacana, a forma como os roteiristas acharam para conduzir a série.  
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          São várias histórias em torno de uma única história, a do Ted, começarei pela Marshall e Lily que são um casal e durante a temporada torna-se noiva. Barney é o famoso conquistador barato. Robin é uma jornalista de TV chega por último no grupo de amizade. Ted é um arquiteto e apaixona-se por Robin que por sua vez não quer saber de um relacionamento sério. 
       Durante a temporada Robin e Ted tem um relacionamento ioiô, Barney mostra o porquê se tornou um conquistador barato e Marshall e Lily terminam o noivado. Com cenas divertidas e piadas que fazem você rir.  E todos os encontros deles é no bar, aliás eles bebem demais!
          Já escrevi demais, quer saber mais? Vá ao Netflix e começa assistir agora. Aproveita e deixa o seu comentário sobre a série aqui embaixo.


          Maria Helena Sobrinha
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          Sabe quando você fica esperando sua série atualizar novos episódios, só que não nunca aparece novos episódios?
          Era justamente o que estava fazendo, até que minha curiosidade me fez clicar na série Grace and Frankie. É uma produção própria do Netflix e "simplesmente" (leia com tom de ironia essa palavra) estrelada por Jane Fonda e Lily Tomlin - se você não sabe quem são elas, dá uma pesquisada no google -. A dupla está arrasando! 
           As duas vivem em casamentos estáveis que já duram 40 anos, até que  os maridos resolvem marcar uma jantar, durante a refeição eles revelam que são gays e vão viver juntos, tudo isso na primeira cena da série. 
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          A partir daí começa o reajuste familiar, pois os filhos agora terão que conviver de forma diferente com o "melhor amigo" do pai.  As duas resolvem curar-se na casa da praia que as famílias tinham em conjunto, porém elas nunca se gostaram, afinal Grace (Jane Fonda) é a típica perua rica e a Frankie (Lily Tomlin) é hippie.
          O convívio não é um dos melhores, pois Frankie retorna a ser professora de artes para presidiários (tipo regime semi aberto) em casa e Grace odeia.  Cada uma do seu jeito busca força na outra para superar esse novo desafio. 
          E entre tudo isso tem elas descobrem novos amores, saem de suas antigas casas, seus filhos adultos que ainda buscam nelas ajuda, o divórcio e casamento de seus ex-maridos. 
          Aqui no Brasil ainda estamos só com a primeira temporada, mas nos Estados Unidos o público aceitou bem e já começaram a produzir a terceira temporada. Então assistem a primeira temporada e esperem a Netflix liberar a segunda em terras tupiniquins. 



Olá leitores!
Sou atualmente aluna do curso de Jornalismo Cultural e, alguns dias atrás, precisei elaborar uma reportagem e entrevistar algumas pessoas para poder entregar. Como prometido e, também, em forma de agradecimento, resolvi postá-la aqui para que todos os envolvidos possam ler. Apesar de ser formada em gastronomia, resolvi escrever sobre algo que difere da minha área de estudo, mas que eu também goste, por isso o tema é música. Em breve virão mais trabalhos. Espero que gostem! Por favor, não deixem de comentar.
Olá cinéfilos!

Vim trazer à vocês mais um achado do Netflix. Em função disso, renomeei a coluna para Garimpos do Netflix porque, afinal de contas, é uma das minhas funções prediletas quando preciso de algo diferente para assistir. E semana passada, em um dia chuvoso na capital paulista, o qual sabiamente optei por ficar em casa assistindo filmes, acabei encontrando essa perolinha no stream.


Colaboração: Maria Helena Sobrinha


Foto: Divulgação
O filme está prestes a ser estreado (03/12) para todo o Brasil, mas nós do blog conseguimos ver antes, baseado na peça Acorda Brasil de Antônio Ermírio de Moraes, e também nos primeiros passos da Instituto Baccarelli, estrelado por Lázaro Ramos, o longa conta a história de Laerte um violinista que sonha conseguir entrar na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), no primeiro teste ele é reprovado, devido as dificuldades financeiras aceita trabalhar de professor para um ONG que ensina música clássica para adolescentes em Heliópolis.
Aos poucos Laerte se aproxima dos alunos e eles começam a se dedicarem mais à música, apesar da falta de recursos e a violência urbana que cerca os alunos. Até que surge mais uma oportunidade para o professor realizar seu sonho. A história de vida dos estudantes entrelaça com a do professor, como o jovem que toca violino tão bem quando o mestre, são várias narrativas paralelas que contribuem para trazer a realidade dos moradores de periferia.
Em questão de fotografia o filme acerta, mas o roteiro é um pouco confuso e tudo passa tão rápido que dá impressão que foi produzido com pressa, a intenção de mostrar a Orquestra de Heliópolis é bacana, porém o personagem principal é mais importante que a música.
O longa tem a participação dos rapper’s Criolo como chefe do tráfico de droga local e Rappin Hood como ele mesmo. E os musicistas da Orquestra de Heliópolis como atores do elenco jovem, e dali pode sair boas revelações. A direção é de Sérgio Machado, o mesmo de Quincas Berro d'água. 


Foto: Divulgação
E o Projeto Fall Season ataca novamente!

Para quem é viciado em seriados como eu, sabe que o Banco de Séries tem, anualmente, o Projeto Fall, Mid e Summer Season, que consiste em assistir todos os pilotos das séries estreantes. Eu tento, mas né, impossível. Nessa de tentar sempre adiciono uma série e hoje, vamos ter dose dupla!

                Colaboração: Maria Helena Sobrinha 


Pôster Oficial 
Sabe aquelas séries que viciam?
Essa é Narcos, dá para consumir os 10 capítulos em um dia, se sua internet for boa, se não, isso dura 2 ou 3 dias. O roteiro, a direção, os atores mostram o melhor que a América Latina tem.
A série conta como Pablo Escobar passou de Robin Hood ao homem mais procurado da Colômbia, o traficante de cocaína que despertou na polícia americana (DEA - polícia da narcóticos) a atenção sobre suas ações nos Estados Unidos deixa qualquer um curioso sobre os próximos passos que serão tomados.
A trilha sonora de música latina, incluindo a de entrada Tuyo de Rodrigo Amarante é hipnotizante, assim como a série.
Pôster Oficial
É notório o dedo do diretor em cada cena, principalmente nas de ações e tiroteio, José Padilha se tornou especialista em retratar a violência urbana como em Tropa de Elite, filme mais conhecido do currículo.
Wagner Moura traz o tempero brasileiro, aquele ator que te prende por sua excelente atuação, esse é o Wagner. Muito bem caracterizado e até o seu polêmico espanhol é bom, não é ruim como li em várias críticas e resenhas.

O pior de tudo é esperar a segunda temporada quem vem em 2016, além de rezar para ser tão boa quanto a primeira temporada, até lá procuraremos um novo vício no Netflix. 

Nota 5/5
Não sou grande fã,  e muito menos uma admiradora de filmes de terror e suspense, mas alguns realmente merecem destaque e um certo esforço para assistir, como Os Outros e Navio Fantasma (o meu preferido). Entretanto, os rumores sobre a Colina e as informações que surgiam sobre a produção aticaram minha curiosidade, e acabei indo prestigiar o longa de Del Toro.


Colaboração de Maria Helena Sobrinha

Em uma quinta feira chuvosa a sala do cinema com quase 20 pessoas para assistir mais um filme brasileiro de polícia e os chefões do tráfico no Rio de Janeiro, porém dessa vez a visão é feminina.
O filme de ação tupiniquim mostra como a polícia civil trabalha para expulsar os bandidos que fugiram do morro do Alemão para o município de São Judas do Livramento. Estrelado por Cléo Pires, a personagem chama-se Francis, formada em turismo e trabalhando de atendente em um hotel, porém cansada do emprego, chefe e o ex-namorado (segurança no estabelecimento). Decidiu prestar o concurso público da Policia Civil para cargos administrativos. Tudo isso após um assalto no local.

Fatos reais entrelaçam com o roteiro do filme como o assalto ao hotel em Santa Tereza, a tomada do Morro do Alemão, a fuga dos bandidos e a criação da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) tudo acompanhado pelas televisões do Brasil e do mundo. E a partir daí que o enredo do filme começa.
Em 3 meses torna-se inspetora, e é recrutada para a missão no município próximo ao Rio de Janeiro. Novata sofre nas mãos dos colegas machistas que duvidam da sua permanência. Inexperiente e com pouco treinamento ela e a equipe vão as ruas prender as pessoas que estão assuntando os moradores do pacato lugar.

TRIBUNA DO CERÁ
 Cenas eletrizantes de tiroteio, o medo aparente na inspetora é sentido de perto pelos espectadores. Além do romance vivido com Décio (Fabricio Boliveira), que sempre acreditou em Francis.
O filme ainda aborda a questão da honestidade da polícia, tão colocada em cheque hoje em dia. Dirigido por Tomás Portella de Qualquer Gato Vira-Lata que também é o roteirista junto com a Matina Rupp traz fotografia, enredo e cenas de continuação muito bem entrelaçadas faz do filme uma boa aposta para o final de semana.

O elenco ainda é formado por Fábio Lago, Fabíula Nascimento, Marcos Caruso, Antonio Tabet e Thiago Martins. E ainda poder ler os créditos escutando a voz potente de Pitty cantando teto de vidro. 

Trailer Oficial:




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